Klaro

Luz do motor acesa: o que fazer

A luz do motor só diz uma coisa: a centralina registou uma avaria. Não diz nem qual, nem se é grave. Eis como o saber, e o que fazer em cada caso.

Fixa ou a piscar: a única distinção que conta

Uma luz do motor fixa assinala uma avaria registada e confirmada. O motor passou, ou não, a modo degradado; em ambos os casos pode conduzir com prudência até um sítio onde ler o código. Nada obriga a parar na berma.

Uma luz do motor a piscar é outra mensagem: há uma falha de ignição em curso. Chega combustível por queimar ao catalisador, onde arde a uma temperatura que não está feito para suportar — bastam algumas dezenas de quilómetros para o destruir, e custa mais do que a reparação original. Reduza imediatamente o regime, pare assim que for seguro, e não volte a arrancar se o piscar voltar.

Não confunda com as luzes vermelhas — temperatura, pressão de óleo, bateria. Essas não são a luz do motor, e exigem paragem imediata.

O que a luz não diz

Por trás do mesmo pictograma laranja há mais de setecentas avarias normalizadas, desde o tampão do depósito mal apertado (P0442) ao catalisador fora de serviço (P0420), da sonda que envelhece (P0133) ao sensor que impede o arranque (P0335). Algumas não têm qualquer consequência; outras saem caras se forem ignoradas.

O painel de instrumentos não as distingue. A única forma de saber é ler o código que a centralina registou.

Ler o código você mesmo

Todo o carro vendido na Europa desde 2001 a gasolina e 2004 a diesel tem uma tomada de diagnóstico OBD2, em geral debaixo do volante, à esquerda ou por cima dos pedais. Um adaptador de poucos euros liga-se aí, e uma aplicação no telemóvel lê o que a centralina registou.

Com a ignição ligada, a operação demora dois minutos. Obtém o código — P0420, por exemplo —, a descrição, e no Klaro a gravidade e o que fazer. Vê também os códigos «pendentes»: avarias vistas uma vez, ainda não confirmadas, que muitas vezes anunciam o que vem a seguir.

Mesmo que deixe a reparação à oficina, chegar com o código muda a conversa: saberá se o orçamento corresponde ao problema.

Os códigos que mais se encontram

Cada código tem a sua página: o que significa, os sintomas, as causas por ordem de probabilidade, e o que custa a reparação.

Conduzir ou não: os três casos

Luz fixa, nenhum sintoma: o carro anda normalmente, nada urge. Leia o código e mande verificar durante a semana. É o caso mais frequente.

Luz fixa com sintomas — perda de potência, modo degradado, ralenti instável, ruído invulgar: limite as viagens ao indispensável e passe pela oficina em breve. O modo degradado protege o motor, não indefinidamente.

Luz a piscar: pare. Se o piscar para ao ralenti e não volta a andar devagar, chegue à oficina mais próxima a baixo regime. Se volta, chame o reboque: o catalisador vale mais do que o reboque.

A luz apagou-se sozinha

Uma avaria que não se repete durante vários ciclos de condução apaga a luz por si mesma. O código, esse, fica registado algum tempo no histórico da centralina — e a avaria tem boas hipóteses de voltar, sobretudo se depende da temperatura ou da humidade.

Leia-o enquanto está lá, e anote-o. Uma avaria intermitente é mais fácil de diagnosticar quando já se sabe o que declara.

Não apague antes de perceber

Apagar o código apaga a luz. Não repara nada, e apaga também os dados registados no momento da avaria — regime, temperatura, carga — que ajudam a percebê-la. Leia primeiro, anote, e reserve o apagar para depois da reparação: Apagar um código de avaria você mesmo.

O que precisa

Um adaptador OBD2 — ver Que adaptador escolher — e o Klaro. O código aparece em claro, com a gravidade e o que fazer, sem conta nem ligação à Internet.

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